Respeito – Mariana Claudino

Conversamos com Mariana Claudino. Jornalista, foi repórter de saúde e comportamento do “Jornal Extra” por quase 10 anos e é autora do best-seller “Almanaque anos 80”. Há seis anos é mãe do Mateus, alérgico a proteínas do leite. E, por causa dele, também, é assessora de imprensa e coordenadora da campanha ‪#‎poenorotulo‬ desde seu início, em 2014. E, recentemente, é estudante de Nutrição.

Mariana, diante de toda experiência e militância, qual a importância do desenvolvimento de ações de conscientização sobre a alergia alimentar?

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“A alergia alimentar tem crescido de maneira impressionante no Brasil e no mundo. Isso é um fato. Não podemos fingir que esse assunto não existe nem ignorar que pessoas com alergia alimentar precisam de cuidado e atenção. É preciso, cada vez mais, falar sobre alergia alimentar. Ações como a Semana de Conscientização sobre Alergia Alimentar tornam possível o compartilhamento da informação e do conhecimento.

Quanto mais conhecimento, maior a chance de termos nutricionistas e profissionais (em escolas de todo o país) mais preparados para lidar com seus alunos alérgicos. E que esses profissionais tenham a sensibilidade de incluir os alérgicos de forma decisiva. Para que, na hora do lanche, eles possam sentar à mesa ao lado de amigos, sem que isso seja um problema ou uma dificuldade.semana (45)

Quanto mais conhecimento, mais crianças alérgicas com o pleno direito de ir e vir em festinhas infantis, evitando que seus pais encarem um salão de festas como se estivessem numa gincana – não muito bacana, diga-se de passagem.

Quanto mais conhecimento, menos pessoas falando termos da moda – e errados – como ‘alergia a lactose’.

Por fim, quanto mais conhecimento, mais respeito com o público alérgico, a começar pelos rótulos dos alimentos – que hoje, no Brasil, são absurdamente confusos e pouco claros. Todo mundo deveria saber o que come – no caso dos alérgicos, isso é uma necessidade. E já passou da hora desse respeito.

Respeito, essa palavra tão pequena e tão grandiosa. É o que queremos.”