Meu filho foi diagnosticado com Alergia Alimentar. Por onde começar?

menubacana.com (18)Depois do diagnóstico de alergia alimentar, a vida muda. E muda muito. Chegou a hora de iniciarmos a dieta isenta de alimentos alergênicos, já que ela é a base do tratamento da alergia alimentar.

No início não é fácil. Estamos acostumados a consumir diariamente inúmeros produtos que contêm vários alimentos alergênicos em sua composição e, a partir de agora, vários cuidados deverão ser incorporados à nossa rotina.

Manter o aleitamento materno é de grande importância para o tratamento da alergia. Tratando-se de lactente, o entendimento predominante é que a mãe que amamenta também tem que se submeter à dieta, quando a criança apresentou sintomas durante o aleitamento materno exclusivo.

Só com a realização adequada da dieta de exclusão de alimentos alergênicos, que o sistema de defesa do alérgico não irá produzir as células e anticorpos responsáveis pela reação, o que acarretará a remissão dos sintomas e o possível desenvolvimento futuro da tolerância ao alimento.

Por essa razão, a aceitação da necessidade de se fazer a dieta é fundamental. Comprometer-se em realizá-la de forma adequada e criteriosa é que vai determinar a evolução do tratamento.

Veja os CINCO PASSOS para iniciar a dieta de forma segura:

• 1º PASSO: informar-se sobre a alergia alimentar.

Existem sites importantes sobre alergia alimentar e são fontes fundamentais, consulte:
➜ Asbai Alergia – Associação Brasileira de Alergia e Imunologia: clique AQUI
➜ Instituto Girassol: clique AQUI
➜ Alergia ao leite de vaca: clique AQUI
➜ Alergia a Leite: clique AQUI

• 2º PASSO: aceitar a necessidade de se fazer a dieta e se comprometer em realizá-la de forma criteriosa, proporcionando condições para que o alérgico, a mãe que amamenta seu bebê alérgico e os familiares se sujeitem à dieta de forma segura.

Em primeiro lugar, devemos compreender que o tratamento da alergia alimentar envolve um esforço individual, mas também um empenho coletivo. Sozinho ninguém consegue alcançar o sucesso em uma empreitada desse tipo. Os demais familiares devem entender essa situação e devem procurar se transformar em sujeitos ativos na alteração desse quadro, proporcionando condições para que a pessoa que deverá se sujeitar à dieta, o faça de forma menos estressante possível.
A parcela de contribuição de cada membro da família, por exemplo, na sugestão do prato, na aquisição dos ingredientes, na elaboração de uma receita gera realmente um sentimento de pertencimento e coesão familiar.

➜ Há grupos de apoio virtuais que prestam serviços de informação e suporte aos familiares de crianças alérgicas. O grupo Meu filho é alérgico a leite – MFAL desenvolve um trabalho magnífico e possui uma equipe de moderadoras super capacitadas, aptas a esclarecer as principais dúvidas sobre as alergias alimentares.

3º PASSO: conhecer os alimentos que precisam ser retirados da dieta.

Ter conhecimento sobre quais alimentos deverão ser excluídos e quais deverão ser mantidos é muito importante. Por isso, o acompanhamento de médico e nutricionista para a adequada realização da dieta é imprescindível. O nutricionista é o profissional competente para nos instruir sobre alternativas aos alimentos que deverão ser excluídos de nossa dieta, a fim de se evitar o déficit nutricional, tão comum e tão prejudicial à saúde daquele que se sujeita à dieta.

É importante saber que na dieta isenta de proteínas do leite de vaca é proibido o consumo de produtos “zero lactose”, que possuam as proteínas do leite intactas, e que devem ser excluídos, além do próprio leite de vaca e derivados, também leite de outros mamíferos e derivados, como, por exemplo, cabra, ovelha e búfala, pois as proteínas do leite desses animais são muito semelhantes às proteínas do leite de vaca, por isso a chance de provocarem reações é muito alta, chegando a 90%.

4 PASSO: ler sempre os rótulos dos alimentos e, caso a informação não seja clara, contatar o SAC do fabricante.

Possui dúvidas sobre rotulagem de alimentos alergênicos?
➜ Clique AQUI e consulte esse importante material disponibilizado pela ANVISA onde traz as principais Perguntas e Respostas sobre Rotulagem de Alimentos Alergênicos.

Encontrou algum rótulo errado? Denuncie!
➜ O Movimento Põe no Rotulo nos ensina a forma adequada de como denunciar. Clique AQUI  e confira.

5º PASSO: manipular e preparar os alimentos de forma segura, adotando os cuidados necessários para se evitar a contaminação cruzada.

➜ Saiba como evitar a contaminação cruzada em sua cozinha clicando AQUI.

Devemos caminhar para uma mudança na maneira de nos relacionarmos com os alimentos e estar abertos a novos sabores, novas texturas e novos aromas. A alimentação não pode se tornar um momento de sofrimento. Sujeitar-se à dieta não pode ser sinônimo de privação, mas sim de libertação.

Um mundo de novas possibilidades se abre ao descobrirmos novos alimentos e novas funções para esses alimentos. Com a dieta, passamos a cozinhar a maior parte dos alimentos que consumimos e aprendemos que uma alimentação segura e saudável é importante para a melhoria da qualidade de vida de todos nós.

Referências:
Renata Pinotti. Guia do bebê e da criança com alergia ao leite de vaca, 1ª edição, Rio de Janeiro, AC Farmacêutica, 2013.
Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2007.

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