A Dieta de Exclusão de Alimentos Alergênicos

Depois do diagnóstico de alergia alimentar, seja para um adulto, uma criança ou um bebê, a vida muda. Chegou a hora de começarmos a dieta, já que ela é a base do tratamento da alergia alimentar.

No início não é fácil. Estamos acostumados a consumir diariamente inúmeros produtos industrializados, que contém vários alimentos alergênicos em sua composição e, a partir de agora, vários cuidados deverão ser incorporados à nossa rotina.

Ter conhecimento sobre quais alimentos deverão ser excluídos e quais deverão ser mantidos é muito importante. Por isso, o acompanhamento de um nutricionista para a adequada realização da dieta é imprescindível. Ele é o profissional competente para nos instruir sobre substituições e alternativas aos alimentos que deverão ser excluídos, a fim de se evitar o déficit nutricional do paciente, tão comum e tão prejudicial à saúde daquele que se sujeita à dieta.

Manter o aleitamento materno é de grande importância para o tratamento da alergia. Assim, a mãe que amamenta deverá se submeter à dieta, já que de outra forma não será possível a estabilização dos sintomas.

Só com a realização adequada da dieta de exclusão de alérgenos, que o sistema de defesa do alérgico não irá produzir as células e anticorpos responsáveis pela reação, o que acarretará a remissão dos sintomas e o possível desenvolvimento futuro da tolerância ao alimento, ou seja, a dieta poderá ser o caminho de ouro para a “cura”.

Por essa razão, a aceitação por parte da pessoa que fará a dieta é muito importante. Comprometer-se em realizá-la de forma adequada e criteriosa é que vai determinar a evolução do tratamento.

Iniciada a dieta, começa também uma saga em busca de produtos “limpos” e de alternativas que possam substituir o leite de vaca e seus derivados; o ovo; a soja e o glúten, por exemplo. O primeiro pensamento que vem à nossa cabeça é: “mas o que eu vou comer?”. Pura bobagem! Você vai comer, provavelmente, de forma muito mais saudável do que comia antes da dieta, já que existem sim várias alternativas naturais de substituições.

A leitura de todos os rótulos de produtos industrializados, incluindo cosméticos e medicamentos,  deverá ser um hábito a ser observado. No caso da informação não ser clara no rótulo do produto, recomenda-se o contato por meio do SAC do fabricante, para que não ocorra a ingestão ou o contato acidental com o alérgeno.

Outro hábito que precisamos adotar em nosso dia a dia, é ter um cuidado todo especial com a manipulação e com a preparação dos alimentos, para se evitar a contaminação cruzada, principalmente nos casos em que nem todos os membros da família aderem à dieta.

Passos para se iniciar a dieta de forma segura e tranquila:

1º passo: aceitar a alergia e se comprometer a fazer a dieta de forma criteriosa;

2º passo: conhecer os alimentos que precisam ser retirados da dieta;

3º passo: ler sempre os rótulos dos alimentos e, caso  a informação não seja clara, contatar o SAC do fabricante;

4º passo: manipular e preparar os alimentos de forma segura, adotando os cuidados necessários para se evitar a contaminação cruzada;

5º passo: desfrutar os alimentos com prazer, já que você tomou todos os cuidados necessários. Sem pânico!

Devemos mudar a maneira como nos relacionamos com os alimentos e estar abertos a novos sabores, novas texturas e novos aromas. A alimentação não pode se tornar um momento de sofrimento. Sujeitar-se à dieta não pode ser sinônimo de privação, mas sim de libertação.

Com o tempo, percebemos como a nossa alimentação baseava-se em produtos industrializados e, a partir dessa conscientização, um importante processo de cura de toda a família se inicia, com a exclusão ao máximo daqueles produtos. Passamos a cozinhar a maior parte dos alimentos que consumimos e aprendemos que uma alimentação segura e saudável é importante para a melhoria da qualidade de vida de todos nós.

Tornar a alergia alimentar mais leve e agir de forma positiva, mesmo lidando com tantas dificuldades em nosso dia a dia, é um compromisso que todos nós deveremos ter conosco e principalmente com os nossos filhos!

Pensando assim, o Menu Bacana abre seu caderninho de receitas para comprovar que cozinhar sem ingredientes tidos como imprescindíveis é absolutamente possível e fácil, muito fácil! Basta ter um pouco de informação sobre as possibilidades de substituições que estão à nossa disposição, receitas saborosas, vontade de cozinhar e  surpreender-nos com as delícias que seremos capazes de fazer! ♥

Por Carla Maia.

Um comentário sobre “A Dieta de Exclusão de Alimentos Alergênicos

  1. Rosária disse:

    Excelente post. Obrigada, Carla! Realmente a aceitação por parte da pessoa alérgica é ponto fundamental para que a dieta dê certo. Não é fácil para um adolescente deixar de comer tudo o que gosta. Tenho tentado buscar alternativas para que a alimentação da minha filha não fique muito repetitiva, pois ela enjoa muito fácil. Nunca fui muito boa na cozinha, então fica mais difícil pra mim, mas tenho me arriscado um pouco. Algumas receitas ficam boas, outras nem tanto…. Por isso é muito bom quando encontramos pessoas como você pra nos informar e nos passar receitas tão especiais. Daí, vamos adaptando-as ao nosso gosto. Gosto especialmente do seu blog porque as restrições alimentares da minha filha se encaixam direitinho no “sem glúten, sem ovo e sem leite”. Quanto à soja, ela tem alergia ao feijão de soja, mas, conforme sugestão da nutricionista, evitamos os demais produtos também.
    Um abraço!

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